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terça-feira, 9 de novembro de 2010

Comentario lição da escola sabatina - ABIATAR

LIÇÃO 7

O SACERDOTE ABIATAR

Verso para memorizar: "Vocês, porém, são geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo exclusivo de Deus, para anunciar as grandezas dAquele que os chamou das trevas para a Sua maravilhosa Luz." I Pedro 2:9

LEITURA BÍBLICA DA SEMANA: Êxodo 19:5 a 10; 28:6; 39:2 a 7; I Samuel 21:1 a 9 e 22:6 a 23; II Samuel 15:13 a 29.

INTRODUÇÃO

A Lição 7 da Escola Sabatina focaliza mais um personagem dos bastidores da história bíblica: ABIATAR. De acordo com o Dicionário da Bíblia, de John Davis, o nome ABIATAR significa "Pai de Abundância". Abiatar era levita, de família sacerdotal.

Tudo começa com um erro de Davi. Em sua fuga das perseguições do rei Saul, Davi foi a Nobe, onde morava o sacerdote Aimeleque, e lhe pede socorro. Sua tropa estava faminta, e ele precisava de gêneros alimentícios para dar de comer a seus companheiros que fugiam. Davi fez uso de uma mentira, para convencer Aimeleque a lhe entregar os pães sagrados. Aimeleque disse a Davi que só havia ali o "pão sagrado", o pão da proposição, o qual era exposto no santuário durante uma semana, e, no sábado, era trocado por pão novo. Mas, segundo a lei (Levítico 24:5 a 9) somente "Arão e seus filhos...os comerão no lugar santo, porque são coisas santíssimas para eles..." (Lv 24:9). Davi insistiu com Aimeleque para que este lhe desse alguns desse pão sagrado, litúrgico. Aimeleque, fazendo uma aplicação espiritual, mas não literal, da Lei de Moisés, deu esses pães a Davi; e lhe deu também a espada de Golias, o filisteus, a qual se achava guardada ali. Nesse tempo, o chefe dos pastores de Saul, Doegue, um edomita (descendente de Esaú), se achava preso ali; e ele viu tudo o que se passou. Doegue contou ao rei Saul como o sacerdote Aimeleque protegera Davi e lhe dera alimentos e a espada de Golias. Saul ficou irado contra Aimeleque, considerou-o um traidor, e o matou; matou também todos os sacerdotes que ali se achavam. Somente um dos filhos de Aimeleque, Abiatar, conseguiu se esconder dos homens de Saul, e fugiu para junto de Davi. Foi este um dos mais negros episódios da história passada de Israel.


LIÇÃO DE DOMINGO, dia 07 de novembro.

MENTIRA E TRAGÉDIA

Leitura Bíblica do Dia: I Samuel 21:1 a 9 e 22:6 a 23.



Qual foi a mentira de Davi ao sacerdote Aimeleque?

A Pergunta: Aimeleque pergunta a Davi: "Por que vens só, e ninguém está contigo?"

Resposta mentirosa: Davi lhe responde: "O rei deu-me uma ordem e me disse: Ninguém saiba porque te envio, e de que te incubo; quanto aos meus homens, combinei que me encontrassem e tal e tal lugar." I Samuel 21:1 e 2.

Tudo o que é fundamentado na mentira tende a dar errado, mais cedo ou mais tarde. Deus havia provido Davi de alimento e segurança até então. Davi deveria continuar confiando no Senhor, e nEle se refugiando, pois ele era um ungido de Deus para reinar em Israel depois da morte de Saul. Mas em seu desespero, Davi se refugiou na mentira, e pôs em risco a vida de dezenas de sacerdotes. A falta de fé e confiança em Deus, que Davi demonstrou nesse episódio, teve consequências drásticas. Davi não estava em missão que lhe fora confiada pelo rei Saul, pois, nesse tempo, o rei Saul não mais confiava em Davi, e não o enviava em missão. Davi mentiu, visando convencer o sacerdote Aimeleque a lhe dar o pão sagrado, o pão litúrgico usado no santuário. E conseguiu o seu intento. Mas sua mentira provocou a morte de muitos inocentes.

Doegue, o chefe dos pastores das ovelhas do rei Saul estava preso ali, junto aos sacerdotes, e soube de tudo o que ocorrera, denunciando Aimeleque como traidor do rei Saul. Aimeleque foi chamado à presença do rei, para responder pelo "crime" que havia cometido. Então Saul, irado, decretou a morte de Aimeleque e de todos os sacerdotes que moravam junto ao santuário de Israel. Foi um ungido mandando matar outros ungidos do Senhor. Uma vergonha para Israel. Errou Davi e errou Saul. Neste assunto, somente os inocentes pagaram pelos erros dos outros.

Sempre que eu e você deixamos de confiar em Deus, e nos refugiamos em alguma mentira para alcançarmos nossos objetivos, pomos nossa vida espiritual em risco, e afetamos todas as pessoas que vivem ao nosso redor. Podemos causar tragédias físicas ou espirituais com nossas mentiras. Portanto, com adventistas, devemos fugir sempre da mentira e da falsidade. O Apocalipse fala da integridade dos 144.000 servos de Deus, que estarão de pé, firmes na fé, honestos, leais e corajosos, no final dos tempos: "E não se achou mentira na sua boca..." Apocalipse 14:5. Jesus nomeou Satanás de "mentiroso e pai da mentira" João 8:44. Logo, que faz uso da mentira em seus negócios e realizações, é parceiro de Satanás, e "filho" deste. Davi agiu em parceria com Satanás, e isto causou a morte dos servos de Deus.


LIÇÃO DE SEGUNDA-FEIRA, dia 8 de novembro.

O SACERDOTE ABIATAR

Leitura Bíblica do Dia: I Samuel 23:9 a 13; II Samuel 15:24 e 17:15 a 22.



Abiatar, filho de Aimeleque, conseguiu fugir do morticínio, e correu para refugiar-se junto a Davi. Davi lamentou o ocorrido, e fez de Abiatar o sacerdote de sua tropa. E, a partir daí, Abiatar consultava a Deus a respeito das idas e vindas de Davi, futuro rei de Israel, e de suas tropas, em suas fugas da ira do rei Saul.

Quando Abiatar fugiu para junto de Davi, levou consigo a ESTOLA SACERDOTAL. Era nessa estola, usada pelo sumo sacerdote em Israel, quando oficiava no santuário e, mais tarde, no templo de Salomão, que havia duas pedras, chamadas de URIM e TUMIM. Quando o sacerdote consultava a Deus sobre algum assunto, Deus respondia afirmativamente, fazendo brilhar o URIM; e quando Deus respondia negativamente, uma sombra vinha sobre o TUMIM. Assim o sacerdote ficava sabendo se Deus aprovava ou negava o pedido feito. Não se esqueça você que Israel era uma TEOCRACIA, e o verdadeiro dirigente de Israel era IAVÉ, o Deus de Israel. Saul, Davi ou qualquer outro indivíduo que viesse a reinar em Israel somente ocuparia o trono como rei-servo de IAVÉ, ou um rei ungido para servir a IAVÉ. Deus operava a escolha desse rei.

Mais tarde, quando Davi foi efetivado como rei de Israel, Abiatar foi posto como sumo sacerdote de seu povo. Era homem da confiança do rei Davi. E durante todo o tempo em que Davi reinou em Israel, quarenta anos, Abiatar foi o sumo sacerdote de Israel.


LIÇÃO DE TERÇA-FEIRA, dia 9 de novembro.

A REVOLTA DE ABSALÃO

Leitura Bíblica do Dia: II Samuel 15:13 a 29.



Quando Absalão, filho de Davi, se rebelou, e tentou assumir o reino em lugar de seu pai ainda vivo, essa revolta provocou uma tremenda confusão em Jerusalém. Absalão conseguiu o apoio de milhares de pessoas em Israel, em sua guerra contra seu pai. Uma guerra de sucessão. Davi não definira quem seria o futuro rei de Israel, pois Davi estava esperando que IAVÉ declarasse quem seria o sucessor. Davi, não querendo guerrear contra seu filho, a quem muito amava, preferiu fugiu de Jerusalém, refugiando-se em algum lugar escondido no interior da nação. Abiatar, que sempre fora leal a Davi, e com ele participara de muitas fugas da ira do rei Saul, decidiu que também seguiria Davi nessa nova fuga. E Abiatar decidiu levar consigo a ARCA DA ALIANÇA, o móvel mais sagrado de todos os que havia no santuário de Israel, pois nela se achavam as duas lâminas de pedra, contendo os Dez Mandamentos, que Deus escrevera com Seu próprio dedo, e ordenara a Moisés que as pusesse ali. Antes, Abiatar conseguira fugir de Saul somente com a estola sacerdotal. Agora, decidiu fugir levando a Arca da Aliança. Davi, porém, pediu a Abiatar que voltasse para Jerusalém e levasse consigo a Arca; e que ficasse de olho em todos os fatos que viessem a ocorrer na capital, informando tudo a Davi. Os filhos dos sacerdotes Zadoque (Aimaás) e Abiatar (Jônatas) seriam os mensageiros que, furtivamente, levariam as notícias até onde Davi se encontrava. Absalão, mais tarde, morreu em combate, e Davi pode retornar para Jerusalém, para reassumir o trono que deixara para trás. Mas a questão da sucessão não estava resolvida. Outras revoltas haveria, e outro filho de Davi iria tentar ficar com o trono.



LIÇÃO DE QUARTA-FEIRA, dia 10 de novembro.

A ESCOLHA DE ABIATAR

Leitura Bíblica do Dia: I Reis 1:1 a 8.


Davi ficou idoso. Estava enfermo, cansado e perto de morrer, e a questão da sucessão continuava em aberto, embora Davi soubesse já que Deus queria que Salomão fosse seu sucessor. Porém Davi não confirmou logo isto, e outro filho de Davi, ADONIAS, aproveitou uma espécie de vazio de poder, para tomar posse como novo rei de Israel em lugar de seu pai. E outra vez o que se viu foi uma nova rebelião, pois Adonias conseguiu reunir em torno de si dois dos homens mais fieis a Davi: Joabe, o comandante geral do exército de Israel, e Abiatar, o sumo sacerdote que fora até aí tão fiel a Davi. Davi, velho e cansado, calou-se a respeito da tomada de poder por Adonias. Já não restavam forças em Davi para enfrentar uma nova revolta, e para sair fugindo para lugares distantes. Davi acomodou-se, e deixou que as coisas seguissem seu curso.

Mas havia outros interesses em jogo. Salomão, filho de Davi com Bate-Seba (lembram-se dela?) queria ser o novo rei de Israel, em lugar de seu pai. E Deus já dera a entender a Davi que o Seu preferido era Salomão (I Crônicas 22). O profeta Natã, o mesmo que repreendeu a Davi, quando este pecou contra Urias, o heteu, agora ficou do lado de Salomão, o novo filho de Davi com Bate-Seba. Ele não seguiu a Adonias, mas a Salomão. Natã chamou a mãe de Salomão, Bate-Seba e a alertou sobre a revolta de Adonias. Natã orientou a Bate-Seba como deveria proceder, indo a Davi e cobrando dele a promessa feita, de que Salomão seria o futuro rei de Israel. Davi, então, decidiu confirmar Salomão como seu sucessor no trono. Salomão foi proclamado rei em Israel. Zadoque foi declarado novo sumo sacerdote, em lugar de Abiatar, pois este ficara ao lado de Adonias, contra Salomão. Foi uma escolha contrária à escolha de Davi, em muitos anos de amizade e companheirismo. Isto significou o fim da carreira de Abiatar como sumo sacerdote em Israel.



LIÇÃO DE QUINTA E SEXTA-FEIRAS, dias 11 e 12 de novembro.

O DESTINO DE ABIATAR

Leitura Bíblica do Dia: I Reis 2:26 e 27. Mateus 26:14 a 16 e 20 a 25.



"E a Abiatar, o sacerdote, disse o rei [Salomão]: Vai para Anatote, para teus campos, porque és homem digno de morte; porém não te matarei hoje, porquanto levaste a Arca do Senhor Deus diante de Davi, meu pai, e porque te afligiste com todas as aflições de meu pai. Expulsou, pois, Salomão a Abiatar, para que não mais fosse sacerdote do Senhor, cumprindo, assim, a palavra que o Senhor dissera sobre a casa de Eli, em Silo [leia I Samuel 2:27 a 36]" I Reis 2:26 e 27, com interpolações nossas.

O grande erro de Abiatar, em sua velhice, foi ficar ao lado do sucessor errado. Abiatar tomou partido por Adonias, ficando contra Salomão. Abiatar saiu perdendo dessa vez. Salomão se tornou o rei de Israel e puniu Abiatar com banimento do sacerdócio e exílio em Anatote, que era uma das cidades do levitas em Israel. Sempre que política e religião se misturam quem sai perdendo é o lado espiritual da questão, pois a tendência natural da política é atender interesses puramente humanos, não divinos. A Igreja, em geral, conhece muito bem essa história. E nossa Igreja também a conhece muito.

Muitas vezes, no ministério pastoral, acontece de um pastor gostar e se apegar a um determinado pastor-presidente de Associação ou Missão, e trabalhar muito bem sob a liderança do mesmo. Mas ninguém fica numa função a vida toda. A fila anda, e a sucessão na função de pastor-presidente de Campo, na Igreja Adventista, acontece. E acontece também que nem sempre a amizade que um pastor distrital teve com o pastor-presidente que se foi continua junto ao novo pastor-presidente. E acontece, muitas vezes, uma certa antipatia de um pelo outro, especialmente se o distrital menciona de forma repetida a amizade que teve com o pastor-presidente anterior. Já vi coisas muito tristes acontecerem nesse relacionamento. Também já vi coisas muito tristes acontecerem entre pastores distritais e os anciãos das igrejas do distrito. Muitas vezes um ancião consegue se relacionar muito bem com seu pastor distrital, trabalhando juntos e sendo verdadeiros amigos, possuindo confiança mútua. Mas o pastor distrital vai embora, e o ancião continua ali, em seu posto, aguardando o novo pastor distrital. Acontece que, muitas vezes, não se dá um bom relacionamento entre esse ancião com seu novo pastor. Um não consegue se relacionar bem com o outro. Acontecem conflitos de opinião, falta-lhes confiança mútua, e as coisas azedam entre eles. E a igreja local sofre as consequências desastrosas dessa falta de simbiose entre o novo pastor distrital e o velho ancião da igreja local. Em todo lugar onde há sucessão em um posto de comando, há conflitos entre quem sucede quem, e os comandados. Isto ocorre em todos os níveis de governo, nas empresas e nas igrejas também, especialmente numa igreja como a nossa, onde o pastor distrital é mudado de quatro em quatro anos (ou menos), e na administração dos Campos, da uniões e da Divisão. Isto não deveria ocorrer na Igreja, mas ocorre. Todos, pastores e membros, são cristãos de carne e osso, humanos, todos com virtudes e defeitos. Nem sempre as coisas ocorrem na Igreja com Deus quer. Davi não agiu sempre como Deus queria. Nossos pastores, anciãos e membros nem sempre seguem o propósito de Deus. Isto é um fato. Que Deus tenha piedade de todos nós, e nos livre de ficar contra Deus.

Pastor Otoniel Tavares de Carvalho

Abiatar - Lição de Sábado

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Devolvendo o presente - Comentario LIÇÃO 3

Confiança e dedicação (1Sm 1; 2:1-11, 21). Você poderia considerar esta família comum para sua época. Um homem, Elcana, com suas duas esposas, Penina e Ana. A Bíblia parece indicar que Elcana tolerava Penina, talvez porque ela lhe desse filhos, mas que ele amava Ana, que não lhe havia dado nenhum filho.

A figura central nesta parte da história é Ana, que era constantemente zombada por Penina de sua esterilidade. Esta história não é tanto sobre os perigos desse tipo de estrutura familiar. É sobre a fé que Ana tinha em Deus. Sua história nos lembra dAquele a quem podemos recorrer quando ninguém mais pode ajudar. Ensina-nos a importância de honrarmos os votos que fazemos a Deus. E nos mostra como devemos estar dispostos a dedicar tudo o que temos Àquele que nos deu tudo o que temos.

O melhor Amigo (1Sm 2:12, 13; Sl 46:1,10). Há ocasiões em que nossos melhores amigos, irmãs, irmãos, filhos, pais, cônjuges não podem nos dar as palavras de conforto de que precisamos. Em muitos casos, a palavra de conforto de um amigo pode aumentar nossa angústia. Em situações angustiosas, às vezes a melhor coisa que os amigos podem fazer por nós é permanecer em silêncio.

Os amigos de Jó reconheceram e permaneceram calados durante uma semana. Mas, após ouvir o clamor de Jó, finalmente lhe falaram palavras que só o angustiaram ainda mais. Elcana também não entendia o que Ana estava passando, quando lhe perguntou: “Será que eu não sou melhor para você do que dez filhos?” (1Sm 1:8). A resposta de Ana foi conversar com o Único que realmente a estava ouvindo.

Nem mesmo Eli podia reconhecer o derramamento de um coração ferido. Como os amigos de Jó, ele censurou Ana como uma pecadora indigna de se apresentar diante de Deus. Porém, com um espírito calmo e gentil, Ana respondeu ao sumo sacerdote que, movido pelo Espírito Santo, confirmou que Deus havia aprovado o pedido dela.

Leia o Salmo 46:1. Em nossos momentos mais escuros, o melhor amigo que podemos ter é Jesus. Só Ele pode dar as respostas e a cura pelas quais um coração sofredor anseia. Tudo o que precisamos fazer é tirar o problema de nossas mãos e deixar Deus resolvê-lo.

Apegando-se ao que importa (Mt 6:19, 20). Os filantropos o chamam de “doações” ou “caridade”. Os cristãos o entendem como “devolver”. Reconhecemos que Deus é Quem nos deu tudo o que dedicamos e devolvemos a Ele. O cristão sincero experimenta mais alegria em dar do que em receber. Ana ficou feliz quando deu à luz um filho. Mas isso não se comparou à alegria que ela expressou quando deu Samuel a Eli para que seu filho pudesse ministrar diante do Senhor. Leia 1 Samuel 2:1.

Deus não fica mais rico com nossos dons. Ao contrário, é o dar desprendidamente que nos leva para mais perto do Doador. É nossa disposição de continuar a devolver as bênçãos de Deus que ajuda a aperfeiçoar o caráter de Cristo em nós. “Entesourar no Céu dará nobreza ao caráter; fortalecerá a beneficência, estimulará a misericórdia; cultivará o compassivo interesse, a bondade fraternal e a caridade” (Ellen G. White, Nossa Alta Vocação [MM 1962], p. 193).

O dar que Deus requer não é o dinheiro que nos sobra ou o tempo que não usamos. É entregar como Ana, que voluntariamente devolveu ao Senhor o que ela mais desejava nesta Terra.

Não seja avarento (Lc 12:15-21; 21:1, 2). Deus permite que alguns acumulem muito e outros ganhem pouco. Não importa o muito ou o pouco que tenhamos acumulado, todos temos a mesma responsabilidade.

Um dia, quando Jesus estava assentado no templo, observou os judeus que vieram depositar suas doações no tesouro do templo. Primeiro vieram os ricos, que depositaram suas custosas ofertas. Depois chegou uma viúva, que depositou apenas duas moedinhas. Leia o que Jesus disse sobre esses dois tipos de oferta (Lucas 21:1, 2). Jesus desejava que Seus discípulos compreendessem que não é o valor terreno de nossas ofertas que mostra nosso amor por Deus. Em vez disso, é nossa disposição de devolver tudo que Ele nos deu que O torna feliz.

Em contraste com a viúva, Jesus contou a história do tico tolo que foi extraordinariamente abençoado, e, em vez de devolver a Deus nem que fosse uma pequena porção, escolheu construir celeiros maiores para abrigar sua riqueza, a fim de que todos pudessem ver quão bem sucedido ele era. “‘Contudo, Deus lhe disse: “Insensato! Esta mesma noite a sua vida lhe será exigida. Então, quem ficará com o que você preparou?’” (Lc 12:20). A ideia principal de Jesus é esta: as pessoas que acumulam tudo para si mesmas não terão parte em Seu reino.

Penina era como esse rico. Ela foi abençoada com muitos filhos. Contudo, em vez de dedicar seus filhos ao serviço do Senhor, escolheu usá-los para humilhar Ana. Por outro lado, Ana é como a viúva de Lucas 12. Ela escolheu devolver tudo o que Deus havia dado. Este espírito abnegado tornou-a grande aos olhos de Deus.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Comentario jovem Escola Sabatina

Comentario JOVEM


Lição 02: O PODER DA ESCOLHA

VERSO PARA MEMORIZAR: “Resolveu Daniel, firmemente, não contaminar-se com as finas iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia.” (Daniel 1:8).

Jaqueline e Carol... Duas meninas com as mesmas chances, pois vinham da mesma família, tinham a mesma renda financeira, os pais amorosos eram os mesmos, mas seus rumos se tornaram totalmente diferentes. Por quê? Este é um bom exemplo e que as escolhas que tomamos influenciam muito os rumos que tomaremos em nossa vida. Vamos falar somente de uma escolha, creio eu a principal de todas, “viver ou morrer” espiritualmente? Ser ou não salvo? Podemos escolher estar com Deus ou não. Mas porque as vezes é tão difícil escolher permanecer ao lado de Deus? Parece que o mundo com todos os seu atrativos chama mais a atenção. Então não basta somente ser dito que a vida eterna é melhor por tais vantagens, ou que devemos escolher a Cristo por que isso será melhor para nós. Se fosse assim todos nós escolheríamos a Deus e deixaríamos o mundo de lado. Mas infelizmente temos uma natureza caída, pecadora, que nos impulsiona para o que é mau, nos atraindo para longe de Deus.

Quando Daniel resolveu ser puro e adorar somente a Deus, diz que ele tomou essa decisão de forma consciente e firme, e todos os dias se submetia ao Senhor. Mas para que? Daniel não era um homem tão correto em suas ações? Será que ele precisava de Deus todos os dias de sua vida? Com certeza!!! Ele também era humano assim como nós! Também era pecador e indigno. Mas suas escolhas foram firmes e diárias, decidiu estar ao lado de Deus em todas as coisas. Sua vida era consagrada a Deus a cada amanhecer, caso contrário creio eu que Daniel não teria sido um bom exemplo para nós, se por ventura ele decidisse estar com Deus somente uma vez por mês ou orar 2 vezes por semana.

Deus nos dá somente 2 ESCOLHAS, nada mais! Não existe a possibilidade de primeiro aproveitar o mundo e todas as suas fantasias e bem no final escolher adorar a Deus e “ser transformado pelo Seu poder”. A não ser que você não conheça NADA sobre a verdade e depois venha a entender que existe um Deus verdadeiro que está disposto a salvá-lo, esta é uma outra situação. Mas como eu sei que você está lendo este comentário, já estará sabendo de algo bíblico e terá responsabilidade e será cobrado por Deus sobre o que você aprendeu.

A cada escolha a favor do mundo nos coloca a um passo mais longe de Deus, e fica cada vez mais difícil de retornar. As vezes estamos tão afastados que decidimos que não precisamos mais de Deus, que tudo é bobagem, que a vida está boa do jeito que ta, e acaba escolhendo seu caminho e seu destino.

Mas, afinal de contas, precisamos nos afastar de que no mundo? Em primeiro lugar analise o que você gosta mais no mundo que Deus não aprova. Um exemplo, novelas, Big Brother, pensamentos mundanos, músicas seculares (apesar de que podemos encontrar dentro da própria Igreja alguns tipos de música que não agradam a Deus, e quem canta será cobrado por isso), etc. Podemos pensar, poxa! Mas eu não roubo, não mato, não falo mal dos outros, sou caridoso, simpático, sou diretor, ancião, ou sou um membro ativo na Igreja... porque Deus me cobraria uma coisinha tão insignificante como uma música, novela ou qualquer outra “coisinha” mundana? Sabe por que? Porque Deus quer homens e mulheres que não tenham medo de chamar o pecado pelo seu nome, que não cedam para o mundanismo, que sejam fiéis a Deus assim como a bússola o é ao pólo. Mais uma vez repito, não haverá 3 caminhos, ou outras oportunidades de mudar suas escolhas depois que a porta da graça se fechou, a hora é AGORA! São somente 2 estradas, a que te leva para Deus e a que te leva para a destruição eterna.

Cuidado com o que muitos andam dizendo por ai... não! Coisinhas pequenas não nos levam a perdição! O problema está quando começamos a dar tanta importância a estas pequenas coisas que o desejo de mudança acabe desaparecendo e ai... é que o problema se agrava. O que antes já era difícil de deixar, se torna quase impossível. Portanto, não coloque escolhas fora, aproveite cada momento para se tornar mais parecido com Deus, pois a estes Ele terá orgulho de chamar: “Meus filhos”.

domingo, 9 de agosto de 2009

Lição da Semana 8 a 15 de agosto


L7 - Vivendo Como Filhos de Deus - 8 a 15 de agosto

Publicadod em 09 August 2009 by jonatan

Um novo converso procurou o pastor e disse: “Por mais que eu ore, por mais que eu tente, simplesmente não posso sentir que sou fiel ao meu Senhor. Acho que estou perdendo a salvação.” O pastor respondeu: “Você está vendo este cachorro aqui? È o meu cachorro. Ele é treinado para viver em casa; ele nunca faz sujeira; é obediente; é um encanto para mim. Lá na cozinha está meu filho, um bebê. Ele faz muita sujeira, joga a comida no chão, suja as roupas, é uma confusão total. Mas quem vai herdar minha herança? Não é meu cachorro; meu filho é meu herdeiro. Você é herdeiro de ­Jesus Cristo porque foi por você que Ele morreu.” Somos filhos de ­Deus e herdeiros de Seu reino, não por causa de nossa perfeição mas por Sua graça.

Nesta semana, vamos estudar melhor o que está incluído nessa promessa.

Prévia da semana: O que significa ser “filho de ­Deus?” Como devemos desejar ser “semelhantes a ­Deus”? Como João define “pecado”? O que ­Jesus fez com o pecado em Sua primeira vinda? Como devemos entender as palavras de João de que aquele que nasce de ­Deus “não vive na prática do pecado” (1Jo 3:9)?

Domingo, 9 de agosto Filhos de ­Deus (1Jo 3:1)

(verso áureo)

1. Que promessa maravilhosa nos é oferecida? 1Jo 3:1. O que essa promessa inclui? Que esperança podemos ter? Veja também Jo 1:12; 1Jo 2:29; 3:9.

R. De sermos feitos filhos de Deus. Somos herdeiros de Deus. Recebemos o poder para vencer o pecado.

- “Vede quão grande amor nos tem concedido o Pai, que fôssemos chamados filhos de Deus. Por isso o mundo não nos conhece; porque não o conhece a ele.”

- “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome;” João 1:12

- “Se sabeis que ele é justo, sabeis que todo aquele que pratica a justiça é nascido dele.” I João 2:29

- “Qualquer que é nascido de Deus não comete pecado; porque a sua semente permanece nele; e não pode pecar, porque é nascido de Deus.” I João 3:9

Primeira João 3:1 aponta para um nascimento espiritual; João 1:12 destaca a fé em Cristo pela qual nos tornamos filhos de ­Deus. 1 João 3:1 afirma que os crentes já são filhos de ­Deus. O Senhor tomou a iniciativa de fazer isso por nós. O novo nascimento é obra Sua, não nossa. Não podemos promover nem nosso nascimento nem nossa adoção como filhos de ­Deus. Também não precisamos nos preo­­­­cupar com nosso estado como filhos de ­Deus, desde que mantenhamos um relacionamento sadio com Ele. Esse relacionamento é descrito como o que acontece entre pai e filho; assim, muito íntimo. O pai ideal toma ­­­­cuidado de nós, nos ama, e daria a vida por nós.

Pare e pense nas implicações dessa promessa de que somos filhos de ­Deus. Pelas últimas contas, existem mais de quatrocentos bilhões de galáxias visíveis no Universo, cada uma contendo bilhões de estrelas. Quem sabe quantos planetas existem entre essas estrelas e quantos são habitados com vida inteligente? Devido ao tamanho do Universo, em contraste com nosso planeta, para não dizer cada um de nós individualmente, como podemos deixar de nos surpreender com o fato de que o ­Deus que criou tudo isso nos ama e nos fez Seus filhos? Que perspectiva maravilhosa esse fato deve nos dar sobre o significado de nossa vida! Que esperança, que certeza, que confiança devemos ter para o futuro, não obstante todas as cir­­­­cunstâncias difíceis pelas quais passamos hoje! ­Deus, o Criador de tudo o que existe, nos ama, ­cuida de nós e nos chama Seus filhos! A New International Version traduz 1 João 3:1 livremente mas capta bem seu significado quando diz que o Pai “esbanjou” Seu grande amor sobre nós.

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Pense nas implicações da noção de que ­Deus não só existe mas nos ama, ­cuida de nós e até morreu por nós. Como essa realidade deve afetar nossa maneira de viver? Por que deve afetar nossa vida?

Segunda, 10 de agosto Resultados e responsabilidades (1Jo 3:2, 3)

“Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos. E qualquer que nele tem esta esperança purifica-se a si mesmo, como também ele é puro.”

Primeira João 3:1 é uma introdução para os pensamentos desenvolvidos no restante da passagem desta semana. Refere-se aos resultados dessa relação Pai/filho, inclusive as responsabilidades dessa relação. Como consequência de sua relação com ­Deus, os crentes vivem de maneira pura, não sob o domínio do pecado (v. 3-10). Porém, primeiramente, é destacado que nós O veremos e seremos semelhantes a Ele.

Visto que sabemos qual é nossa presente condição como filhos de ­Deus, também sabemos que o futuro será ainda mais fantástico, embora ainda não possamos entendê-lo completamente. O fato de que veremos o Senhor e seremos semelhantes a Ele deve nos encher de alegria e confiança e banir todo temor e toda apreensão.

2. Qual é a diferença entre o desejo de Satanás e de Eva de ser semelhantes a ­Deus (Gn 3:5; Is 14:14; Ez 28:2) e a promessa de 1 João 3:2 de que seremos semelhantes a Ele?

R. Satanás queria tomar o lugar de Deus, não Seu caráter.

- “Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal.” Gênesis 3:5

- “Subirei sobre as alturas das nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo.” Isaías 14:14

- “Filho do homem, dize ao príncipe de Tiro: Assim diz o Senhor DEUS: Porquanto o teu coração se elevou e disseste: Eu sou Deus, sobre a cadeira de Deus me assento no meio dos mares; e não passas de homem, e não és Deus, ainda que estimas o teu coração como se fora o coração de Deus;” Ezequiel 28:2

Satanás quis ser semelhante a ­Deus em poder e pode ter almejado a adoração de todos os seres criados. Porém, parece que ele não estava interessado em ser semelhante a ­Deus em caráter. Seu desejo de ser semelhante a ­Deus em poder não aprofundou sua relação com ­Deus, mas, ao contrário, a interrompeu e arruinou.

Embora os cristãos devam ser semelhantes a ­Deus, eles não desejam tomar o lugar de ­Deus. Desejam ser semelhantes a Ele em amor aos outros, em serviço abnegado, em pureza de pensamento e justiça de ação. Respeitam a diferença básica entre o Criador e as criaturas e não pretendem contrariá-la. Para eles, o mais importante é o amor, não o poder. Como ­Jesus mostrou, ser semelhante a ­Deus é entregar-se total e abnegadamente pelo bem dos outros. ­Jesus veio para nos mostrar como é o Pai. “Disse-lhe ­Jesus: Filipe, há tanto tempo estou convosco, e não Me tens conhecido? Quem Me vê a Mim vê o Pai; como dizes tu: Mostra-nos o Pai?” (Jo 14:9).

Pense no incrível contraste entre o caráter de ­Jesus e o caráter de Satanás. Como criatura, Satanás buscou uma posição mais elevada do que tinha, mas por motivo puramente pessoal e egoísta, enquanto ­Jesus – o Criador – escolheu esvaziar-Se (Fp 2:7), tudo pelo bem dos outros. Qual é sua propensão natural, ser mais semelhante a Cristo ou mais semelhante a Satanás? Se for o último, como você pode mudar?

Terça, 11 de agosto Definição de pecado (1Jo 3:4)

“Qualquer que comete pecado, também comete iniqüidade; porque o pecado é iniqüidade.” ARA

“Todo aquele que vive habitualmente no pecado também vive na rebeldia, pois o pecado é rebeldia.” Almeida Revisada Imprensa Bíblica

“Todo aquele que pratica o pecado transgride a Lei; de fato, o pecado é a transgressão da Lei.” NVI

“Todo aquele que peca transgride a lei, porque o pecado é transgressão da lei.” Versão Católica

Os falsos ensinos que João confrontou nessas epístolas podem ter destacado a bênção presente da salvação mas podem ter ignorado a importância da pureza de vida. Os falsos mestres podem não ter se preo­­­­cupado com o problema do pecado nem com suas consequências. Então, João enfatiza que o futuro depende do tipo de vida que temos agora. Isso não tem nada que ver com justiça pelas obras. Somos salvos unicamente pela graça, mas nossa vida deve refletir que somos salvos. Então, João, depois de ter conclamado os cristãos a purificar-se, continua expondo o que significa isso.

3. De acordo com a Bíblia, qual é a natureza do pecado? Sl 51:4; Is 1:2; Mt 7:23; Rm 6:17, 20; Se puder, leia também Êx 9:27; Sl 36:3; Jr 3:13; 1Jo 1:8; 3:4; 5:17

R. Pecado é rebelião contra Deus, pretender viver independente dEle.

- “Pequei contra ti, contra ti somente, e fiz o que é mal perante os teus olhos, de maneira que serás tido por justo no teu falar e puro no teu julgar.” Salmo 51:4

- “Ouvi, ó céus, e dá ouvidos, ó terra, porque o SENHOR é quem fala: Criei filhos e os engrandeci, mas eles estão revoltados contra mim.” Isaías 1:2

- Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade.” Mateus 7:23

- “Mas graças a Deus porque, outrora, escravos do pecado, contudo, viestes a obedecer de coração à forma de doutrina a que fostes entregues;” Rom. 6:17

- “Porque, quando éreis escravos do pecado, estáveis isentos {isentos; isto é, no original, forros} em relação à justiça.” Rom. 6:20.

- “Então, Faraó mandou chamar a Moisés e a Arão e lhes disse: Esta vez pequei; o SENHOR é justo, porém eu e o meu povo somos ímpios.” Êxodo 9:27

- “As palavras (do ímpio) de sua boca são malícia e dolo; abjurou o discernimento e a prática do bem.” Salmos 36:3

- “Tão-somente reconhece a tua iniqüidade, reconhece que transgrediste contra o SENHOR, teu Deus, e te prostituíste com os estranhos debaixo de toda árvore frondosa e não deste ouvidos à minha voz, diz o SENHOR.” Jeremias 3:13

- “Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós.” I João 1:8

- “Todo aquele que pratica o pecado também transgride a lei, porque o pecado é a transgressão da lei.” I João 3:4

- “Toda injustiça é pecado, e há pecado não para morte.” I João 5:17

Na Bíblia, pecado é descrito como erro de alvo, falsidade, violação deliberada do padrão divino de verdade, revolta, maldade, desobediência, transgressão, ilegalidade, iniquidade e injustiça.

Em 1 João 3:4 pecado é definido como “transgressão da lei”. Mais tarde, em 1 João 3:11-20, João narra a história de Caim, que assassinou seu irmão, exemplo claro de “ilegalidade”. Então, nos versos 22 e 24 do mesmo capítulo, ele se refere aos mandamentos e à necessidade de guardá-los.

Além das implicações legais do termo, iniquidade nos lembra o “homem da iniquidade” em 2 Tessalonicenses 2:3, o anticristo por excelência e clímax de sua atividade justamente antes da segunda vinda. Essa iniquidade é exibida pelos anticristos em 1 João, rebelando-se notoriamente contra ­Deus e se alinhando a Satanás. Os membros da igreja são advertidos indiretamente em 1 João 3:4 a renunciar a essa atitude e a todo pecado. Uma das grandes ironias do mundo cristão de hoje é que muitos dos mesmos pregadores que denunciam o pecado continuam a afirmar que a lei de ­Deus foi abolida porque agora estamos sob a graça. Que distorção horrível do que é a graça!

Qual é seu pecado favorito? Isto é, em que pecado você costuma cair? Como você o justifica em sua mente? Quão menos pecaminoso ele parece a cada ano que passa? Quando você vai acordar e perceber que, cedo ou tarde, isso irá destruí-lo, a menos que busque o poder de ­Deus para vencer?

Quarta, 12 de agosto ­ A manifestação de ­Jesus (1Jo 3:5, 8)

“Sabeis também que ele se manifestou para tirar os pecados, e nele não existe pecado.”

“Aquele que pratica o pecado procede do diabo, porque o diabo vive pecando desde o princípio. Para isto se manifestou o Filho de Deus: para destruir as obras do diabo.”

4. Qual foi o grande objetivo da primeira vinda de Jesus? 1Jo 1:2; 3:5, 8

R. Para resgatar o mundo da usurpação de Satanás e a humanidade das consequências do pecado.

- “(e a vida se manifestou, e nós a temos visto, e dela damos testemunho, e vo-la anunciamos, a vida eterna, a qual estava com o Pai e nos foi manifestada),” I João 1:2

- “Sabeis também que ele se manifestou para tirar os pecados, e nele não existe pecado.”

“Aquele que pratica o pecado procede do diabo, porque o diabo vive pecando desde o princípio. Para isto se manifestou o Filho de Deus: para destruir as obras do diabo.” I João 3:5 e 8

Em Sua primeira vinda, ­Jesus, veio em carne humana. Veio para solucionar o problema do pecado e para destruir as obras do diabo. Nesse caso, os crentes não podem fazer coisa nenhuma com o pecado ou o originador do pecado, o diabo. Quando nos associamos ao pecado, associamo-nos com Satanás e rejeitamos ­Jesus.

5. De acordo com 1 João 3:5, tira os pecados. Essa declaração parece ser uma alusão a João 1:29. Como ­Jesus realizou essa tarefa? Hb 9:26, 28; 1Jo 2:2; 4:10; Ap 1:5, 6

R. Oferecendo-Se para morrer em lugar dos pecadores.

- “Ora, neste caso, seria necessário que ele tivesse sofrido muitas vezes desde a fundação do mundo; agora, porém, ao se cumprirem os tempos, se manifestou uma vez por todas, para aniquilar, pelo sacrifício de si mesmo, o pecado.” Hebreus 9:26

- “assim também Cristo, tendo-se oferecido uma vez para sempre para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o aguardam para a salvação.” Hebreus 9:28

- “e ele é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro.” I João 2:2

- “Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados.” I João 4:10

- “e da parte de Jesus Cristo, a Fiel Testemunha, o Primogênito dos mortos e o Soberano dos reis da terra. Àquele que nos ama, e, pelo seu sangue, nos libertou dos nossos pecados, e nos constituiu reino, sacerdotes para o seu Deus e Pai, a ele a glória e o domínio pelos séculos dos séculos. Amém!” Apocalipse 1:5 e 6

1 João 3:5 não diz diretamente como ­Jesus tirou os pecados. Porém, o contexto de 1 João e do Evangelho de João deixa claro que ­Jesus fez isso morrendo na cruz. Enquanto o livro de Hebreus afirma claramente que ­Jesus tirou o pecado mediante Seu autossacrifício, o Apocalipse ensina que ­Jesus nos livrou dos pecados mediante Seu sangue.

A primeira parte de 1 João 3:5 aponta indiretamente para a cruz. A segunda parte destaca a absoluta ausência de pecado em ­Jesus, o que era necessário a fim de que Sua morte na cruz nos salvasse.

Os anticristos de 1 João podem não ter compreendido completamente o verdadeiro valor da cruz e a morte substituinte em nosso lugar. Que tolice, pois a morte de Cristo em nosso favor, na qual Ele sofreu a penalidade por todos os nossos pecados, forma o fundamento do plano de salvação! A morte de Cristo foi o único meio possível para salvar a humanidade e trazer-lhe a promessa da vida eterna. Perder isso é perder todo o sentido do evangelho.

Em suas próprias lutas com o pecado, ­­­­culpa, medo e falta de certeza, como a cruz responde a esses desafios em sua vida? Como você pode tirar melhor proveito da esperança e promessa que temos por meio de ­Jesus, não só para obter perdão mas também para obter o poder para vencer?

Quinta, 13 de agosto Nenhum pecado! (1Jo 3:6, 9)

“Todo aquele que permanece nele não vive pecando; todo aquele que vive pecando não o viu, nem o conheceu.”

“Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus.”

6. Como 1 João 3:6, 8, 9 pode ser harmonizado com 1 João 1:6–2:2?

R. O plano de Deus é que não pequemos, mas Deus sabe de nossas limitações e nos oferece um advogado.

- “Todo aquele que permanece nele não vive pecando; todo aquele que vive pecando não o viu, nem o conheceu.” (v.6)

- “Aquele que pratica o pecado procede do diabo, porque o diabo vive pecando desde o princípio. Para isto se manifestou o Filho de Deus: para destruir as obras do diabo.” (v.8)

- “Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus.” (v.9)

- “Se dissermos que mantemos comunhão com ele e andarmos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade. Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado. Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós. Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo; e ele é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro.” I João 1:6 a 2:2

Primeira João 3:6 e 9 contém declarações fortes e desconcertantes, afirmando que ninguém que vive em ­Jesus e ninguém que nasce de ­Deus vive pecando. Isso parece muito absoluto. Os cristãos têm tido muita difi­culdade com essas declarações e pro­curam encontrar explicações. Afinal, que cristão verdadeiro não teve que enfrentar a realidade do pecado em sua vida?

O que podemos entender em todos os casos é que certamente o apóstolo João não se contradiz. No capítulo 1, ele diz que aqueles que afirmam estar sem pecado enganam a si mesmos. No capítulo 2, ele aponta para nosso alvo, que é não pecar, mas acrescenta que se pecarmos, temos um advogado diante do Pai, ­Jesus Cristo. Nossa passagem atual precisa ser entendida à luz da dis­­­­cussão anterior sobre o assunto do pecado: Os cristãos se afastam do pecado, mas, se pecarem, confessam o mal e aceitam o perdão divino.

Os comentaristas apresentam diversas tentativas de resolver esses versos difíceis. Duas delas serão mencionadas:

1. João retrata o ideal em 1 João 3:6, 8, 9 – que ele também menciona em 1 João 2:1. A diferença é que em João 3 ele não acrescenta nenhum qualificativo. Uma razão pode ser que João quer que seus ouvintes e leitores tenham uma certeza sobre a questão do pecado. Ele não pode ser considerado levianamente. Os seguidores de Cristo não podem brincar com o pecado.

2. Os verbos pecar e praticar (pecado) estão no tempo presente, que costuma apontar para ações contínuas. O significado seria que os discípulos de Cristo não podem pecar continuamente. Podem cair em pecado aqui e acolá, mas dele se afastam e não vivem em pecado. Não são dominados pelo pecado. A Nova Versão Internacional segue esse raciocínio ao traduzir os verbos como “praticar o pecado”.

Não importa a interpretação aceita, o capítulo 3 deve ser entendido à luz dos capítulos 1 e 2. Embora o pecado seja real, os cristãos não têm escolha a não ser eliminá-lo de sua vida, não importando o ­­­­custo.

OK, você é pecador. Ninguém vai dis­cutir isso. A pergunta é: quanto sangue, suor e lágrimas você aplica à batalha contra o pecado em sua vida? Como sua resposta ajuda a explicar seu estilo de vida?

Sexta, 14 de agosto Estudo adicional

Leia Rm 8:12-17; Fp 2:14-16.

Romanos 8:12 a 17 “Assim, pois, irmãos, somos devedores, não à carne como se constrangidos a viver segundo a carne. Porque, se viverdes segundo a carne, caminhais para a morte; mas, se, pelo Espírito, mortificardes os feitos do corpo, certamente, vivereis. Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus. Porque não recebestes o espírito de escravidão, para viverdes, outra vez, atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba, {Aba; no original, Pai} Pai. O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. Ora, se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo; se com ele sofremos, também com ele seremos glorificados.”

Filipenses 2:14 a 16 – “Fazei tudo sem murmurações nem contendas, para que vos torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual resplandeceis como luzeiros no mundo, preservando a palavra da vida, para que, no Dia de Cristo, eu me glorie de que não corri em vão, nem me esforcei inutilmente.”

Ninguém se engane com a crença de que pode se tornar santo enquanto voluntariamente transgride um dos mandamentos de ­Deus. Cometer pecado conhecido faz silenciar a voz testemunhadora do Espírito e separa de ­Deus o crente. ‘Pecado é o quebrantamento da lei.’ E ‘qualquer que peca [transgride a lei] não O viu nem O conheceu’. (1Jo 3:6). Conquanto João em suas epístolas trate amplamente do amor, não hesita, todavia, em revelar o verdadeiro caráter dessa classe de pessoas que pretende ser santificada ao mesmo tempo em que vive a transgredir a lei de ­Deus. … E a alegação de estarem sem pecado é em si mesma evidência de que aquele que a alimenta longe está de ser santo” (­Ellen G. ­White, O Grande Conflito, p. 472, 473).

Perguntas para consideração

1. O que significa em condições práticas ser “semelhante a ­Deus”? Como podemos ser “semelhantes a ­Deus” de maneira positiva? E de maneira negativa?

2. Alguns têm medo da ideia de que somos salvos só pelo que ­Jesus fez por nós. Dizem: se nossa salvação depende da justiça de Cristo e não da nossa própria, o que vai nos impedir de continuar em pecado? Como você responderia a essa preo­cupação?

3. Certa vez, alguém explicou assim sua compreensão da cruz: “Não uso a cruz como des­­­­culpa ou cobertura para o pecado. O que a cruz faz por mim é me impedir de desistir completamente de ­Deus quando peco.” Comente o raciocínio dessa linha de pensamento.

4. É virtualmente impossível não ser afetado por qualquer sociedade e ­­­­cultura em que você vive. Em nossa sociedade brasileira, que pecados são considerados realmente maus que talvez em outra ­­­­cultura não seriam considerados tão maus assim? Até que ponto devemos permitir que a sociedade influencie nossa compreensão do que é pecado? Que pecados nossa sociedade não considera tão sérios e sobre os quais a Bíblia é explícita?

5. Todos conhecemos as promessas que recebemos para a vitória sobre o pecado. Ao mesmo tempo, sob que condições alguém deve lutar com um pecado, talvez algum tipo de vício, buscando ajuda e aconselhamento profissional? O que você diz à pessoa que acha que os que buscam ajuda profissional estão mostrando falta de fé no poder de ­Deus?